Músicas para descansar

Olá, pessoas. Gostaria de informar ao público em geral que, nessa terça-feira, 20 de março de 2012, serei submetido a uma pequena cirurgia. Até esse ponto, as únicas pessoas que sabiam desse fato eram: Minha família, meu chefe, as pessoas que trabalham na mesma sala que eu.

O procedimento, per se, não é especialmente arriscado, mas o período de recuperação é o mesmo de sempre: Ficar de repouso, tomando antibióticos que cheiram mal e tem gosto ruim. Essa é a parte chata.

Entretanto, não perderei a oportunidade de enriquecer meu conhecimento durante esse tempo. Estive pensando em algo para fazer durante a recuperação, e a melhor idéia até o momento é: ouvir novas músicas. Para isso, porém, precisarei da ajuda de vocês, fiéis leitores (se é que pode existir fidelidade à um blog onde se escreve um post por ano).

Se você quiser, pode contribuir com playlists para eu ouvir. Sem frescuras, com músicas que você gosta. A única regra é você não pode ficar com raiva se eu, por acaso, pular algumas músicas (ou todas). Nada pessoal, somente uma forma de manter minha sanidade mental, para o caso de situações de extremo mal-gosto musical — de minha parte ou do autor da playlist.

Portanto, por favor, compartilhem as listas de reprodução utilizando a seção de comentários aqui no blog, pelo Twitter, Facebook, SEDEX, SMS ou pombo-correio, como preferir. Se quiserem minha sugestão, façam a lista no Grooveshark.

Vocês podem acompanhar o que estou ouvindo, no meu Last.fm, a partir da terça-feira à noite, quando devo estar voltando para casa. Além disso, provavelmente não poderei atualizar o blog nos primeiros dias de repouso, entretanto devo postar alguma coisa no twitter ou facebook.

Edit: Como aticei a curiosidade de vocês e agora devem querer saber o motivo da cirurgia, terão que me perguntar após o fato. De que outra forma manterei o suspense?

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I feel the need for speed

I feel the needNenhum computador é rápido o suficiente. Sempre que um computador for considerado rápido o suficiente, haverá ao menos uma tarefa capaz de servir de contra-exemplo.

Ao longo de um período de cerca de 70 anos, os computadores vem ficando cada vez mais velozes, ano após ano. Os primeiros eram caros, ocupavam salas inteiras, e eram estranhamente utilizados para estudar objetos voadores: Um deles, o ENIAC, usado para calcular a trajetória de projéteis, utilizado durante a II grande guerra. Outro computador primitivo, o Z3, foi utilizado para estudar vibrações em asas de aeronaves.

Desde então, novos computadores foram projetados e construídos. Nasceu o transistor de silício, a integração de vários transistores em um único bloco (ou pastilha) de silício. A evolução dessa tecnologia permitiu que os computadores ficassem cada vez mais velozes. Até mesmo uma lei foi declarada, a lei de Moore.

A lei de Moore dita que a densidade de transistores em um circuito integrado dobra a cada dois anos. Em outras palavras, computadores aceleram rapidamente, segundo Moore, 10 anos significam um aumento de 3200% no número de transistores num chip.

Só não me atrevo a dizer o que veio primeiro: O desejo por velocidade ou o próprio desenvolvimento acelerado dos computadores. Você também sente o desejo por velocidade?

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EC2: O coração do AWS

Hoje, vamos falar sobre o EC2 (Elastic Cloud Computing). Pausa para reflexão: porque EC2 e não ECC?

O EC2 é meu serviço favorito, lá no AWS. O EC2 é onde a mágica acontece, pois é lá que estão seus servidores, ou melhor, os servidores que você aluga. Funciona da seguinte maneira, basicamente: Você escolhe um tipo qualquer de servidor (ou instância, como eles chamam por lá), quanto mais poderoso, mais caro o aluguel. Em seguida, escolhe um dos sistemas pré-instalados, a maioria Linux. Não se desespere ainda, Windows também está disponível, por um preço, claro. Alguns segundos após sua ordem, sua instância estará executando graciosamente.

Sua instância executará até que uma dentre duas situações ocorra. A primeira delas é quando você se desfaz da instância e manda ela para a escuridão eterna. A segunda delas é quando sua instância é acometida por um desastre, natural ou não (leia-se: quando um estagiário tropeça no cabo de força). Na segunda situação, sua instância morre e vai para o céu, ou para o inferno, depende de quão boazinha ela foi no passado. Infelizmente, nada é levado desse mundo para o outro, e os dados que estavam na instância desaparecerão também. Por isso, garotos e garotas, sempre façam backup, ok?

Uma última pergunta: O que significa o Elastic no nome do serviço? Significa, meramente, que você pode ter quantas instâncias desejar, na hora que for necessário, assim como pode matar aquelas que já não forem mais necessárias. Claro que isso é apenas a teoria. Na prática, há um limite máximo de instâncias que você pode executar simultaneamente, sem dar nenhuma explicação. Antes de aumentar seu limite, o pessoal da Amazon vai pedir satisfações, afinal, hardware custa caro.

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O que é AWS?

AWS ou Amazon Web Services é um conjunto de serviços de infra-estrutura para a Web. utilizando o AWS é possível construir serviços utilizando dezenas de servidores, ligados numa boa conexão com a internet e tudo o mais que seja necessário.

Claro que você sempre pode montar essa infra-estrutura na garagem de casa, ou até mesmo na sala de servidores da sua empresa. Neste caso, porém,  além de precisar de um lugar para guardar as máquinas, ainda será necessário comprar os servidores, pagar a conta de luz, negociar uma conexão com algum provedor de internet, etc, etc.

No caso do AWS, todo esse tipo de atividade é dispensado, ou melhor, é feito pelo pessoal da Amazon. Tudo o que você tem que fazer é pagar o aluguel da infra-estrutura. Não há contrato de longo prazo, ou seja, você pode parar de usar o serviço a qualquer momento. Não há cobrança mínima. Você paga apenas pelos que utilizar. Por exemplo, se você rodar um servidor durante uma hora, você será cobrado por uma hora de uso, nada mais nada menos.

Além da vantagem de poder montar sua infra-estrutura gastando zero de investimento inicial, os preços são muito agradáveis. Por exemplo, é possível executar um pequeno servidor durante um ano inteiro pagando cerca de 16 dólares por mês. Não sei vocês, mas minha conta de internet é maior que isso. Também não medi, mas talvez meu PC gaste mais que isso de eletricidade mensal, diga lá um servidor ligado 24h por dia.

Como o AWS disponibiliza vários serviços, deixarei para comentar alguns deles em outra oportunidade, outros posts.

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Sobre coisas inevitáveis

Se esse blog tem algum leitor assíduo, esse leitor já percebeu que passou-se quase um mês de meu último post. Que, aliás, nem foi tão interessante assim. Vamos mudar de assunto, antes que aqui vire algum tipo de meta-blog.

Algum tempo atrás, tive a idéia de escrever um pouco sobre os Serviços da Amazon para Web — Amazon Web Services, para os entendedores da língua inglesa –, ou AWS, para os íntimos. Até agora, eu evitei escrever sobre esse assunto, com medo de sair um texto muito técnico. Longe escrever coisas que as pessoas não vão entender. Pessoas de outra área, claro. Aliás, vou até parar de discutir sobre isso também, afinal, estou segregando as pessoas que não sabem ler em português.

O fato é que eu não consigo deixar o assunto de lado. Então, senhoras e senhores, em breve, neste mesmo blog, postarei sobre AWS, aguardem.

Em uma nota rápida, meu laptop morreu. Tinha que acontecer, é uma pena. Vou aproveitar a oportunidade para não ter mais um laptop, e não andar por aí com um computador debaixo do braço pela primeira vez em mais de dois anos. Vamos ver no que dá.

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Adeus, Aeroclube

Hoje, destruíram parte de mim. Com tratores e afins, deram fim à pista de pouso no aeroclube da Paraíba, como fui informado via Twitter.

Eu cresci como um frequente visitante do Aeroclube. Enquanto muitos brasileiros passavam as manhãs de domingo assistindo a Formula 1, eu costumava observar subindo e descendo. Também me lembro das tardes, quando costumava visitar a pista de aeromodelismo, ver aqueles aviões “de controle remoto” voarem por aí.

Era um lugar interessante. Você podia entrar nos hangares, observar os aviões de perto, era só não tocar. Teve até uma competição internacional de paraquedismo, com aviões do exército e tudo o mais, se não me falha a memória.

Lembro-me de um certo episódio: meu pai conheceu um cara lá do Aeroclube que me colocou num avião. Deixa eu soletrar, sentei no “banco da frente”. Alavanca de comando na mão direita, acelerador na mão esquerda, pedais de leme ao alcance. Liguei instrumentos até o ponto em que, com o toque de um botão, o motor funcionaria.

Sempre lembrarei do tradicional adeus da esquadrilha da fumaça, que sempre passava pelo aeroclube, em despedida. Aqueles sete aviões que vinham e davam uma volta, como que cumprimentando os colegas aviadores. Não muito diferente de quem passa na casa de um amigo para dizer “até a próxima”, antes de finalmente ajustar o rumo e seguir seu caminho. Jamais acontecerá novamente.

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O bug do horário de verão

Tenho a mania de ficar imaginando situações inusitadas, onde um determinado efeito é esperado, porém algo diferente ocorre. Um deles é o término do horário de verão.

Alguns estados do Brasil adotam a hora de verão, como definido constitucionalmente. O horário de verão é mais uma invenção americana que a gente usa aqui no Brasil. Funciona da seguinte maneira: em determinada data, o início do horário de verão, ajustam-se os relógios uma hora adiante da hora legal; noutra data, o término, ajustam-se os relógios de volta à hora legal.

É interessante notar que o ajuste ocorre à zero hora de domingo. Desta forma, o domingo em que se inicia o horário de verão é um dia com apenas 23 horas de duração. Pelo mesmo motivo, o sábado que antecede o fim da hora de verão é um dia com 25 horas. (Quando te perguntarem quantas horas tem um dia, não responda mais 24 horas logo de cara ;).

Raramente uma pessoa consultará a hora legal para fazer os ajustes. Assim, quando os relógios são adiantados, não há problemas, passamos da meia-noite para uma-da-madrugada do mesmo dia. Na hora de atrasar os relógios, porém… passamos de meia-noite de domingo para 23 horas de sábado. Ou seja, daqui a uma hora, será meia noite de domingo novamente, hora de atrasar os relógios.

Algum programador pode passar por essa despercebido, fazendo o relógio voltar das zero hora às vinte e três horas, indefinidamente. Não me surpreenderia se algum treco desses ficasse assim hoje à noite.

A situação mais interessante, porém, é que esse bug pode ocorrer também com as pessoas. Imagine uma casa de família, com quatro moradores: mãe, filha, pai e filho. Na nossa casa hipotética, é o sábado que precede o término do horário de verão. Todos vão dormir cedo, exceto o pai, que secretamente atrasará os relógios à meia noite. O pai atrasa os relógios e vai dormir em seguida. Alguns minutos depois, alguém acorda. A filha, por exemplo. Astuta, a garota nota que é quase meia noite, atrasa os relógios novamente e vai dormir. Pode parar por aqui, ou alguém mais pode acordar e ter a mesma idéia. A mãe, por exemplo, pode ter deixado para atrasar o relógio pela manhã, talvez. Podemos acabar com um atraso de 3 horas, numa casa com quatro pessoas.

Claro que, em ambos os casos, nossas complexas interações sociais nos dirão qual é a hora correta. Isso, é claro, se a maior parte das pessoas acertar os relógios corretamente… Se o bug ocorrer com todo mundo e cada um ajustar para uma hora diferente, teremos caos, confusão, desordem entre outros efeitos desagradáveis. Vamos simplesmente esperar pelo melhor. Ou pelo pior, à critério do espírito de anarquismo do leitor.

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Sorteio: Portal

Comemorando o lançamento de Portal 2, em parceria inédita, eu e o Gutenberg Neto sortearemos uma cópia cada do aclamado Portal (o primeiro). Os sorteios serão realizados independentemente, um por mim, outro pelo Gutenberg. Seguem as instruções para participar do meu sorteio:

Todos podem participar deste sorteio, bastando para isso apenas postar a seguinte mensagem no Twitter:

Sorteio valendo uma cópia do game Portal: http://kingo.to/tIr. Sorteio patrocinado por @thiagovfar

Regras:

  • O prêmio consiste em uma cópia original, distribuída digitalmente através do Steam. Não há CD/DVD ou qualquer outro tipo de mídia ou embalagem física.
  • Qualquer usuário do twitter pode participar.
  • Para concorrer, só é necessário tuitar a mensagem acima, nada mais.
  • O sorteio será realizado no dia 27 de fevereiro de 2011 utilizando o sorteie.me. O resultado será divulgado em primeira mão pelo twitter, no perfil @thiagovfar e, posteriormente, nesta página.

Ao vencedor:

  • O vencedor do prêmio deverá cadastrar-se ou utilizar uma conta já existente no Steam, para poder receber o prêmio. Não é necessário criar uma conta no Steam para participar do sorteio, somente para receber o prêmio.
  • Sua cópia será enviada como presente no próprio Steam, onde você poderá baixá-lo e jogá-lo onde e quando quiser.
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Português ou Inglês?

Um dos maiores dilemas ao idealizar meu lindo blog é exatamente este. Devo escrever em português ou em inglês?

Sou brasileiro, assíduo usuário de meu idioma nativo. Não me lembro de jamais ter completado um livro escrito em outro idioma (livros em oblivion não contam). Meu patriotismo e a comodidade me prendem à língua-mãe.

Por outro lado, sou um legítimo estudante-pesquisador-curioso de Computação. Carrego nas costas 4 anos de graduação regada à muito inglês, idioma “padrão” da área. Pintei e bordei com o inglês todo esse tempo. Pretendo falar sobre computação aqui quando der na telha; ou seja, frequentemente.

A mais notável consequência de minha decisão será o fenômeno que decidi chamar de segregação tautológica. Haverão dois tipos de pessoas: os que não lerão meu blog, por não compreender o idioma; e os que não lerão porque não querem. Olha que coisa linda, tenho o poder de não causar impacto algum com minha decisão.

No cara ou coroa (moeda não viciada e blá blá blá), deu português mesmo.

Por hora, o blog fica em português. Mas, cuidado, pois Amanda adverte: minha (e não dela) reputação me precede, portanto não achem estranho se aparecer um ou outro post em inglês por aqui.

Se você ficou triste, chorou e esperneou, prendeu a respiração até ficar roxo, quer porque quer ler em inglês, Não se jogue da ponte ainda! Ao menos não antes de visitar o blog do amigo Gutenberg.

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Não está pronto ainda!

É fácil ver que eu criei este blog agora, obrigado por visitar. Sinto muito que não haja muito o que se ler por enquanto, mas volte sempre.

Minha aspiração é criar um incompleto compêndio sobre coisas aleatórias, sem nenhuma pretensão de completá-lo num futuro próximo.

Agora, vá passear. Talvez, ao voltar, depare-se com um novo post.

Tenha um bom dia.

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